Calma aí. O “Sentimental Dog”, não é mais um termo difícil e complicado de se trabalhar ou falar sobre cães. Muito menos, uma crítica às diversas formas que alguns profissionais insistem em condicionar certos cães em seus maus comportamentos, poupando-se muitas das vezes, de sua mão de obra bruta para adestrar seus alunos de forma simples e objetiva. Vindo a criar muitas das vezes, mecanismos “superficiais” de adestramento, cuja forma necessária se define apenas em duas coisas: Treinar o cão aluno manualmente, e teoricamente repassar para os proprietários os devidos comprometimentos deles com seus cães e tudo que os envolvem teoricamente e emocionalmente.
Este é apenas um quadro, que nos aflora todos os nossos sentidos como pessoas, e não propriamente como indivíduos “aficionados” por cães ou pelo que fazemos profissionalmente. Expõe vários assuntos, histórias e desejos sobre o verdadeiro amor dos “proprietários” e do profissional-“adestrador”, diante do que ambos fazem em partes. Parte esta {sentimento}, que expomos não nossas predominâncias sobre nossos amigos “caninos”, mas em dar o verdadeiro sentido ao todo e não apenas, ao que muito nos interessa que o animal cumpra em nossos benefícios, que são exatamente, as tais regras comportamentais diante da lei de boa convivência.
Extinguindo parcialmente, aquelas objetivas tarefas que exigimos normalmente de nossos cães, descrevendo apenas, toda uma “filosofia” do que acontece sentimentalmente com quem adota, e com quem fora adotado. Deixando de lado toda a praticidade na forma de lidar, convencionalmente, com os nossos amigos caninos, tanto nas exigências a eles manualmente, como também através de regras comportamentais. E que as necessidades, propriamente nossas, em querer se sobrepor ao cão, seja apenas para adequá-los a um justo e agradável convívio familiar. Principalmente aos “mimados”, “engraçados”, “levados”, e até os incompreendidos “temperamentais”.
Definindo assim a complexidade do “homem”, não na falta de compreender, educar e cuidar desses amigos “caninos”, mas nas íntimas e infinitas carências propriamente “humanas”, que é ser totalmente apaixonado por estes seres, das mais variadas raças, tipos e características. Porém, inigualáveis quando se trata em nos receberem em suas vidas, como verdadeiros amigos.
Descrevendo então os proprietários e seus cães, como minhas maiores inspirações para continuar fazendo o que mais gosto: Lida e treinar “cães”.
Bons “sentimentos,” aproveitem!
A grande virtude, que é "treinar e lidar com cães".

A todo profissional lhe é exigido experiência, praticidade, mas nada lhe valeria se ele não tivesse o essencial, a “vocação”. Por isso, que nenhuma outra profissão é tão importante à “teoria” como a de ser professor, mesmo que para muitos se trate apenas de uma “educação canina”.
Pois bem. Como todo bom professor, não basta apenas ser professor, tem que saber ensinar. E, antes mesmo de tudo, tem que ser um incentivador nato, já que de início é um pouco complicado para o cão compreender o que exatamente queremos dele. Por isso, todo profissional, independentemente da função que exerça, não deve ele passar apenas a praticidade de um trabalho executado. Quero eu passar uma história, uma filosofia de vida, amor, carinho, e não somente uma profissão prazerosa e sustentável. Quero que seja esta, uma forma de poder retribuir uma parte das muitas alegrias que estes amigos caninos me proporcionaram e me proporcionam até hoje, mesmo que para alguns cães alunos no passado estas visitas tenham sido esporádicas.
E o que mais me emociona até hoje, não é só o fato de conhecer mais um fantástico cão em tais aptidões, cujas tarefas que lhes são exigidas e este o faz perfeitamente! É que além dele há outro tão fantástico quanto, o seu dono, que conscientemente ao requisitar um adestrador, quer, não somente, torná-lo melhor com os que ali convivem com ele, mas com toda uma sociedade.
Por isso, nem todo proprietário que requisita um adestrador, seja, unicamente por falta de discernimento sobre o que seja uma educação canina, mas por amá-lo demais e não querendo se sentir culpado por uma suposta formação de caráter comportamental adverso de seu cão. Já que a sua parte, ele acredita estar fazendo muito bem, que é alimentando-o, amando-o e recomendando alguém, não para compreendê-lo melhor, apenas defini-lo mais claramente em suas carências “psicológicas” “físicas” e “comportamentais”. Já que o adestrador o obrigará apenas a cumprir tarefas simples, mas modesta nas razões, que é de torná-lo mais e mais conveniente em todos os aposentos da casa, já que nos corações de todos já se encontra este recém-adotado cãozinho.
Em especial, o que é treinar um cão por absoluto?

• Treinar um cão, não é simplesmente ensinar-lhe as regras de comportamentos passivo, carinhoso, obediente e dócil ao seu dono. É mostrar que o compreendo, que o amo e desejo tê-lo não só como um aluno, mas como um amigo também.
• Treinar um cão é demais, porque, em principio, não me vem à idéia de condicioná-lo em primeiro lugar, e sim de conhecê-lo melhor. Não melhor que seu dono, apenas em defini-lo mais rápido.
• Treinar um cão é demais, porque eu não me vejo “o grandioso”, por ensiná-lo, e sim um pequenino que com ele muito aprende.
• Treinar um cão é demais, porque este que muitos chamam de irracional, jamais discutirá as nossas diferenças, mas sim, em nos compreender exatamente por sermos diferentes.
• Treinar um cão é demais, porque eu tenho o privilégio de conhecer através deles, as pessoas tristes, as alegres, os simples, os modestos, os incertos, os resolvidos, os sonhadores, os que não sonham mais. E até os que da vida nada mais esperam, pois as muitas e boas lembranças já lhes bastam.
• Treinar um cão é demais, porque nós não passaríamos a amar a alguém que nos manda, nos repreendem, nos amolam o tempo todo para fazermos algo. E ele assim o faz com sua fidelidade, e nenhum ressentimento por quem muito o exige.
• Treinar um cão é demais, porque toda pessoa que deseja ter um cão, tem uma única certeza: Quer ter alguém para fazer de todos os seus dias, uma brincadeira e intercalar sem custo este momento único. Que o amará sendo rico ou sendo pobre. E que depois de um dia cansativo da volta do trabalho, o receba de braços abertos, sem o questionar por sua tamanha alegria ou tristeza, pois, esta ele já o sente, sem que o diga uma só palavra.
E, por último, estes que são conhecidos como os melhores amigos do homem, nos mostrem que estes poucos anos que eles terão de vida, quando multiplicados em alegrias e simplicidade no cotidiano, prove-nos, que os momentos sempre serão eternos, mesmo que curta seja a trajetória de um ser. E que o significado “melhores amigos” dos cães, não sejam as demasiadas horas que passamos com eles, roubando-lhes suas qualidades “naturais” de defesa. Muito menos, explorando-os em um chato e ante convencional “método” de treinamento. Mas ao necessário e prazeroso tempo, ao que nos dispomos de verdade em estimar, cuidar e ser totalmente apaixonados. Sem que o deixemos perder suas verdadeiras qualidades, que carregam em sua bagagem genética em nome da perpetuação da espécie.
E para os cães, o que deve representar a figura chamada “adestrador”?

Nada mas que: "O substituto de seus donos nas horas vagas". Pois creio eu, que na ausência dos donos aos seus cães, deva o adestrador assumir de uma forma mùtua tudo que diz respeito ao amor, carinho e cuidados a esses receptivos amigos caninos. Porque afinal, nada valeria para o profissinal se ele não tivesse o essencial; A “vocação” e um grande "desejo", para resolver "pequenas" e nobres "causas", que è nada mas que; "Adequar simpàticos e imaturos cãeszinhos em seus respectivos lares!
Por isso que, nenhuma outra profissão é tão importante à “teoria” como a de ser professor, mesmo que para muitos se trate apenas de uma “educação canina”.
Em fim! Infinitas são razôes que me levam a crê, que uma das melhores coisa que faço, é sem dúvida nenhuma, é treinar cães...
Grato, Valdir Alves.

Olá Valdir, boa noite!
ResponderExcluirSeus textos exprimem com muita facilidade e assertividade o que é lidar com cães. Como profissional adestrador há apenas um ano tenho em seus textos um lugar para "conversar" com um profissional do meu ramo! Como se você fosse o cara do PC ao meu lado, sabe? Juntos na mesma repartição!!!!
Cada cão que me envolvo - profissionalmente ou não, existe uma troca na qual a função professor/aluno se mistura! Creio que aprendo mais com eles que eles de mim! Não que não seja um profissional gabaritado e apaixonado, o fato é que eles realmente ensinam muito, enquanto aprendem! Não se prendem às nossas falhas de comunicação e sabem muito mais sobre nós, do que sabemos deles!!
Fico com a máxima: prefiro a companhia de cães à de pessoas!
Abraços fraternos! Adestramento é arte!
Thiago Borba, adestrador profissional de cães
Belo Horizonte / MG
http://academiamineiradecaes.blogspot.com.br/
Gostei muito de seus textos
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